Eu acho que comentei por aqui, ou não, não sei, que o correspondente de filme do Sob O Sol Da Toscana para os homens é Um Bom Ano, com Russel Crowe.
Esses dois filmes deviam ser obrigatórios para homens e mulheres.
Achei bem legal minha amiga Joaninha dar o nome ao seu blog LadybugBrazil por causa do Sob O Sol da Toscana.
Vou explicar para quem não sabe do que se trata.
Em ambos os filmes temos dois adultos solitários, tristes. Cada um viaja para um local diferente. A mulher vai para a Toscana, na Itália e compra uma casa velha e a reforma. O homem herda um vinhedo na França caindo aos pedaços e o ergue de novo. Nestes processos de reforma de lugares velhos e abandonados, os protagonistas vão se modificando e se descobrindo como pessoas diferentes do que imaginavam ser até então.
A mulher, que queria tanto um monte de coisas, como um amor, uma família, um casamento, aprende nesse processo a levar sua vida e ficar numa posição mais receptiva para que “as joaninhas possam chegar até ela”. Ou seja, a gente deve levar nossa vida por nós, sem depender de ninguém, sem esperar nada, e quando a gente menos esperar, estaremos cobertos de ladybugs (joaninhas).
O homem no vinhedo tinha tudo que ele achava que queria: dinheiro, poder, mulheres. Mas ao se deparar com a vida completamente diferente e com valores completamente diferentes, ele se reavalia. E percebe que o que ele tinha antes na verdade não valia nada. O vinhedo era de seu tio e ele não entendia a vida que o tio escolhera. Depois, ele passa a entender, inclusive o porquê de seu tio ter deixado o vinhedo para ele.
Ambos os protagonistas saíram de grandes cidades, tiveram revezes na vida, foram parar em ambientes bucólicos caindo aos pedaços e reconstruíram esses lugares ao mesmo tempo que descobriam novos valores para si mesmo.
Lembra alguém?
Pois é. São Francisco Xavier… Preciso dizer mais?
E hoje eu acordei exatamente com a sensação da mulher do filme: satisfeita.
Que venham as joaninhas!
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